quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cinco motivos para ler "Como Viver Eternamente" de Sally Nicholls


Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto.

Assim Sam – o narrador do livro – começa sua história. Mas se você acha que vai apenas chorar, pode tirar o cavalo da chuva. Sam é bem humorado, engraçado, não faz drama barato com sua história e nos faz rir também. Às vezes ele tem raiva das coisas que acontecem com ele, mas sempre acha lugar para ver o lado bom da vida.

Sam tem leucemia e este livro é seu diário. Nele, cola fotos, listas, desenha e escreve histórias com muitas perguntas. O diário está cheio de histórias engraçadas e as coisas que ele planeja fazer antes de sua morte.

O que é que o livro de Sally Nicholls tem que outros sobre o mesmo tema não têm? O livro não fala da morte, mas da vida. Não fala do fim, mas da eternidade. Fala da alegria de viver e do sentido da vida enquanto ela dura.

A leitura vai fluindo, delicadamente, com pequenas surpresas ao longo das descobertas.


Cinco motivos para conhecer esta história:

  1. Sam sabe que vai morrer, mas não se abala com isso e quer realizar os sonhos que a maioria dos garotos têm.
  2. O livro é emocionante do começo ao fim. Então prepare-se para rir e chorar com esta história.
  3. Você poderá ver o mundo pela perspectiva de uma criança com câncer que tem seus momentos de raiva, mas sempre quer ver a alegria nos detalhes.
  4. Sam tem um amigo que também vai morrer, mas ambos estão determinados a superar seus problemas e aproveitar ao máximo o tempo que possuem.
  5. Você vai começar a ler e não vai conseguir parar até que tenha terminado a história. E vai perceber que nesta vida todos têm o seu tempo, só nos resta aproveitar cada minuto da maneira mais intensa.


Como surgiu o livro

No início de 2007, o editor Luiz Fernando Emediato recebeu uma carta inusitada da editora inglesa Marion Loyd, da Scholastic, uma das maiores do mundo para livros infantis e juvenis. Ela dizia, com entusiasmo incomum, que todo editor sonha descobrir ao longo de sua carreira pelo menos um novo autor extraordinário, capaz de marcar a vida das pessoas e da própria literatura. Marion tinha certeza de que este era o caso de Sally Nicholls, uma jovem escritora inexperiente de 23 anos que estava escrevendo um livro infantojuvenil fantástico e delicado.

Marion estava procurando pelo mundo editores que vissem esse livro de forma diferenciada. Queria editores que compreendessem a importância e a delicadeza do livro e o lançassem assim, como um acontecimento extraordinário. Mandava a sinopse e o primeiro capítulo, como exemplo, e nada mais. Quem se interessasse pela história devia então pedir o texto completo.


“O impacto foi fulminante”, lembra Emediato. “Era a história, na primeira pessoa, de um menino de onze anos que decidira escrever um livro enquanto esperava a morte, anunciada por um câncer incurável. Eu havia escrito e publicado em 1977 um livro infantil intitulado “Eu vi mamãe nascer”, cuja primeira frase era “Mamãe morreu ontem”, mas o texto de Sally Nicholls – Sam superava tudo o que eu já havia escrito e lido sobre a morte. Era pungente, honesto, delicado, engraçado, comovente.”

O editor da Geração respondeu imediatamente que se sentia honrado por ter sido escolhido para publicar o livro de Sally no Brasil, pois não admitia sequer a possibilidade de ele ser publicado por outra editora. E que Marion enviasse o texto inteiro o quanto antes.

O que é que o livro de Sally Nicholls tem que outros sobre o mesmo tema não teriam? Os editores que se encantaram com o livro, em 19 países, concordam com um fato: o livro não fala da morte, mas da vida. Não fala do fim, mas da eternidade. Fala sobre a alegria de viver e do sentido da vida enquanto ela dura. A leitura vai fluindo, delicadamente, com pequenas surpresas ao longo das descobertas do menino curioso que tenta tirar de sua rotina tudo o que ela pode oferecer de bom.

Sam tem uma lista de desejos com oito tópicos:

  1. Quer ser um cientista famoso. Descobrir coisas e escrever livros sobre suas descobertas.
  2. Bater um recorde mundial. Não um recorde de algum esporte. Um recorde bobo.
  3. Assistir filmes de terror que ninguém permite.
  4. Subir a escada rolante de descer ou descer a escada rolante de subir.
  5. Ver um fantasma.
  6. Ser um adolescente. Fazer coisas que adolescentes fazem, como beber, fumar ou ter namoradas.
  7. Passear em um dirigível.
  8. Subir em uma nave espacial e ver a Terra do espaço.

Esta não é sua única lista. Sam cria também listas de como viver eternamente, listas sobre sua aparência, coisas favoritas, o que fazer quando alguém morre, fatos fantásticos sobre dirigíveis, para onde vamos após a morte, coisas que quer que aconteça após sua morte, dentre outras listas e questões que os adultos não sabem ou não querem responder.

– O final do livro é de enorme impacto emocional – elogia o editor Emediato. – Ninguém quer morrer, mas já que temos que morrer, então que seja daquele jeito. Minha avó, por exemplo, morreu aos 89 anos, cochilando, enquanto esperava sua vez na antessala de um consultório médico, para uma consulta de rotina. Meu pai morreu jovem, aos 80 anos (os membros de nossa família costumam morrer aos 100!) numa cadeira de balanço, enquanto fervia água numa chaleira para fazer café. Ele estava lendo o livro “Para onde vamos?”, um livro espírita.

“Como viver eternamente” termina com o testamento de Sam – uma lista de coisas para a família e os amigos fazerem depois de sua morte – e pode ser lido também como um livro de autoajuda.

– Sim, um livro de autoajuda, mas no bom sentido – corrige Emediato – porque livros de autoajuda, toda pessoa inteligente sabe disso, são na maioria dos casos livros enganadores, que só ajudam de fato os seus autores e editores. O livro dessa sensível garota, Sally Nicholls, nos ensina a ver a vida de outra forma, ela nos lembra que somos frágeis e transitórios e em geral perdemos nosso tempo com coisas fúteis e enganadoras. Vale por um curso de filosofia.

Os primeiros comentários de leitores, na Internet, não deixam dúvida. É impossível não chorar lendo o livro. Mas também é impossível não sorrir.




Sinopse: Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto. Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.


Titulo: Como viver eternamente
Título original: Ways to live forever
Autora: Sally Nicholls
Tradução: Lidia Luther
Categoria: Romance Estrangeiro
Formato: 13,5×20,5 cm
Páginas: 232
Peso: 259g
ISBN: 9788561501006
Preço: R$ 29,90
Editora: Geração

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Criado em Março de 2013, o The Paper Towns surgiu como um simples blog voltado para o mundo da literatura. A proposta do The Paper Towns é, sem dúvida, criar entretenimento literário diversificado e diferenciado para seus leitores. Temos como objetivo, informar, dar opiniões, resenhar, tudo relacionado com o mundo literário.




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