domingo, 30 de agosto de 2015

Resenha: Estação Onze de Emily St, John Mandel


Livro: Estação Onze
Autor: Emily St. John Mandel
Editora: Intrínseca
Compre: Amazon
Sinopse: Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar.

Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes.

Abarcando décadas, a narrativa vai e volta no tempo para descrever a vida antes e depois da pandemia. Enquanto Arthur se apaixona e desapaixona, enquanto Jeevan ouve os locutores dizerem boa-noite pela última vez e enquanto Kirsten é enredada por um suposto profeta, as reviravoltas do destino conectarão todos eles. Impressionante, único e comovente, Estação Onze reflete sobre arte, fama e efemeridade, e sobre como os relacionamentos nos ajudam a superar tudo, até mesmo o fim do mundo.


ResenhaUltimamente, parece que cada escritor, produtor e diretor lá fora quer dizer alguma coisa sobre o apocalipse. Quer se trate de um programa de TV cheia de zumbis ou um filme sobre uma invasão alienígena, você apenas não pode escapar do fim do mundo. "Estação Onze", de Emily St. John Mandel também é sobre o fim da vida como a conhecemos, mas não deixe isso te dissuadir. Este livro é sobre mais do que apenas a sobrevivência e desespero. É sobre a própria humanidade.

"Estação Onze" tem recebido elogios tanto da crítica quando dos leitores. Foi um dos finalistas do National Book Award e um dos livros mais notáveis ​​que li este ano.

No coração de "Estação Onze" está um grupo de músicos e atores que se chamam a Sinfonia Itinerante. Eles são uma caravana que se move ao longo da costa do Lago Michigan apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as poucas comunidades sobreviventes. Esses assentamentos espalhados são tudo o que resta do mundo depois de uma gripe mortal que aniquila 99 por cento da população. Às vezes, os artistas são recebidos de braços abertos e outras vezes eles são perseguidos.

Um dos principais protagonistas neste romance épico é uma atriz na sinfonia. Vimos pela primeira vez Kirsten como uma jovem menina, fazendo o papel de uma das filhas do rei Lear, em uma performance em Toronto antes de estourar a pandemia. Sua vida depois da gripe não foi fácil. Como toda a gente na sinfonia, Kirsten perdeu sua família. Ela também teve que tomar algumas decisões difíceis e violentas para sobreviver. Mas apesar de suas perdas, Kristen ainda consegue encontrar alegria no trabalho. Enquanto ela é apenas um membro de um grande elenco, de muitas maneiras Kirsten representa o espírito do poderoso romance de Mendel.

Há algo glorioso sobre a ideia de que, mesmo no final, a arte sobrevive e ainda pode definir o que significa ser humano. Isso é o que faz "Estação Onze" se destacar de outros contos apocalípticas.

Estação Onze é único entre os romances apocalípticos que se deparam na sua capacidade de refletir sobre a questão do que significa permanecer humano quando a civilização se desfez. Quando o resto da sociedade é destruída por alguma catástrofe.

"Estação Onze", de Emily St. John Mandel merece todos os elogios quem vem recebendo. É um livro brilhante. E se Mandel está certo e arte sobrevive após o fim, a minha esperança é que "Estação Onze" vai estar lá também, um lembrete do poder da arte para inspirar, mesmo em face da adversidade.


Detalhes:

Título: Estação Onze
Autor: Emily St. John Mandel

Tradução: Rubens Figueiredo
ISBN: 978-85-8057-707-5
Tipo de Capa: Brochura

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Criado em Março de 2013, o The Paper Towns surgiu como um simples blog voltado para o mundo da literatura. A proposta do The Paper Towns é, sem dúvida, criar entretenimento literário diversificado e diferenciado para seus leitores. Temos como objetivo, informar, dar opiniões, resenhar, tudo relacionado com o mundo literário.




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